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Brasil classifica três atletas para a Olimpíada de Tóquio no taekwondo


O país será representado por Ícaro Miguel (80kg), Milena Titoneli filha de paraibano (67kg) e Edival Pontes, o Netinho paraibano (68kg), que chegaram às finais de suas categorias.

Na quinta-feira, Ícaro e Milena venceram seus dois combates e garantiram a presença do Brasil. Netinho carimbou o passaporte na quarta-feira. Talisca Reis não alcançou a vaga da categoria até 49 kg, ao perder para Victoria Stambaugh, de Porto Rico, na semifinal.

Ícaro fez valer seu favoritismo e não deu chances para Miguel Ferrera de Honduras, na semifinal. O brasileiro de 24 anos impôs seu forte ritmo desde os primeiros minutos. Aplicando chutes na cabeça do adversário, Ícaro logo abriu vantagem, ampliando o placar, que terminou 33 a 10. Pelo regulamento, não houve final.

– Vim para a competição com a vontade de fazer história e estou contente. Acho que em Tóquio vem muito mais. A gente já esperava um bom resultado, não só meu, mas de toda equipe. Quando acabou a luta é que a ficha caiu e agradeci a Deus, mas durante o combate só pensava em fazer o que sei fazer, que é chutar. Achei que a decisão ia ser um pouco mais dura, mas depois que achei um golpe a luta desenvolveu, consegui ampliar o placar e conquistar a vitória. Agora eu liguei em casa e avisei que podem comprar a passagem para Tóquio – comentou Ícaro Miguel.

Antes da classificação Ícaro encarou Isiah Pollard de Trinidad e Tobago na estreia e passou sem dificuldades, fechando o confronto por 22 a 3.

Milena garantiu a única classificação feminina do taekwondo brasileiro para os Jogos de Tóquio ao vencer Acosta Herrera, de Cuba, por 7 a 5. Com rápida movimentação e pontos de soco, Milena saiu na frente e conseguiu ampliar vantagem usando mesma estratégia

– Essa era a minha meta e estou muito feliz por estar classificada. Senti um pouco de nervoso no começo do dia, mas as coisas foram se encaixando e esse foi mais um passo na busca do meu sonho, que é ser campeã Olímpica, estou seguindo nessa caminhada. A sensação de vencer foi muito parecida com a medalha do mundo e dos Jogos Pan-Americanos, é indescritível. Olimpíada sempre foi meu sonho e continua sendo meu sonho. Quando me vi na Olimpíada da juventude (2014) eu já sonhava com a adulta e me lembro muito de em 2012, quando comecei a treinar, de ficar até tarde para assistindo a Natália (Falavigna). Na categoria junior eu não atingi meu objetivo mas estou tendo outra chance e tenho certeza que vou fazer valer – comentou Milena.

Milena fez seu caminho ser mais tranquilo antes de chegar na semifinal. Na estreia contra Eliana Vasquez do Peru, a caçula da delegação, com 20 anos, fechou o combate por 20 a 0 ainda no terceiro round, por diferença de pontos.

Em seu primeiro desafio Talisca enfrentou Monica Pimental de Aruba e só confirmou sua vitória no último segundo. Em um confronto equilibrado, em que a brasileira esteve à frente do placar durante toda luta, Talisca teve que buscar reação, após perder a liderança, faltando 20 segundos. Com golpes aplicados restando apenas 0,40 segundos, a brasileira fechou o combate por 7 a 4.

Na semifinal brasileira encarou Victoria Stambaugh, de Porto Rico, mas não superou a adversária, com placar final ficou 5 a 4. Talisca saiu na frente e liderou a luta em sua maior parte, mas, novamente no último round sua adversária assumiu a dianteira. O combate esteve em aberto até os últimos segundos, mas a porto-riquenha levou a vaga.

– O balanço é positivo. Dos quatro atletas que trouxemos, três conseguiram suas vagas. Garantimos o maior número de atletas classificados, junto com a Republica Dominicana. Claro que ficamos tristes por não alcançarmos a vaga do 49 kg, no feminino. A atleta lutou bem, buscou até o final mas, infelizmente, acabou perdendo o combate. A equipe se comportou bem no evento que é difícil, nervoso e exigente mentalmente e isso é importante. A ideia agora é verificar diante de toda situação mundial qual a melhor estratégia para que os atletas se mantenham treinando e o trabalho continue evoluindo fazendo com que a equipe chegue bem nos Jogos Olímpicos – analisou a coordenadora técnica e chefe de equipe, Natália Falavigna.

Polêmica Paraíba

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