Indonésia aguarda especialistas franceses para localizar avião

Especialistas franceses em localização de caixas-pretas devem chegar à Indonésia nesta sexta-feira (2) para ajudar nas buscas do avião da AirAsia, que caiu no último domingo (28) no Mar de Java com 162 pessoas a bordo. Com os trabalhos de resgate, subiu para 16 o número de corpos resgatados até agora.

"Um barco transportará os pesquisadores na manhã de 2 de janeiro para a área de busca, com equipamentos de detecção e hidrofones, para localizar as balizas acústicas das caixas-pretas", indicou o Escritório de Investigação de Acidentes (BEA).

No total, 29 barcos e 17 aviões participam dos trabalhos, ressaltou nesta sexta-feira o diretor de operações de busca e resgate, Bambang Soelistyo, apontando "duas tarefas prioritárias".

A primeira consiste em localizar a maior parte do avião. A segunda em encontrar as caixas pretas, que registram todos os incidentes de voo. Isso será realizado pelo KNKT (Comitê de Segurança Nacional de Transportes), que começou a trabalhar hoje, acrescentou Soelistyo durante uma coletiva de imprensa.
Até agora, 16 corpos foram recuperados, seis deles encontrados por um navio da Marinha americana.

A primeira vítima identificada do acidente, a passageira Hayati Lutfiah Hamid, foi sepultada nesta quinta em cerimônia realizada na província indonésia de Java Oriental, conforme o jornal "Jakarta Post". Antes, a imprensa local tinha informado de forma incorreta que a mulher era Khairunisa Haidar Fauzi, uma das aeromoças do voo. A sogra, o marido e um filho de Hayati também viajavam no Airbus 320-200 que caiu no mar. Apenas o filho mais novo da família, que não embarcou, está vivo.

Além dos corpos, as equipes conseguiram recuperar até o momento partes do avião e bagagens dos passageiros. No total, 29 embarcações e 17 aviões de países como os Estados Unidos, Austrália, Cingapura, Malásia, China e Indonésia participam do resgate. As condições meteorológicas melhoraram em relação aos últimos dias, conforme a emissora 'Channel News Asia'.

Mergulhar nesta zona prioritária
"Mergulhadores no navio de guerra Banda Aceh esperam para mergulhar nesta zona prioritária, com o objetivo de encontrar a fuselagem do avião. Espero que possamos alcançar avanços importantes", disse.
Os corpos e restos recuperados até agora foram encontrados em uma zona relativamente pequena, o que parece indicar que a fuselagem provavelmente não está longe, declarou outro responsável pelas buscas, S.B. Supriyadi.

"Encontramos destroços do avião que podem ser parte de uma asa ou do interior da aeronave", declarou à rede de televisão indonésia MetroTV, mostrando uma estrutura de madeira branca de 1,5 metro por 1 metro.

No entanto, uma estrutura metálica encontrada na zona revelou ser uma pista falsa, acrescentou, informando que era proveniente de um barco que afundou no mar de Java.
Dezenas de destroços de cascos de barcos, alguns modernos e outros da Segunda Guerra Mundial, encontram-se no fundo do mar de Java, que foi palco de uma das principais batalhas da campanha do Pacífico durante a invasão da marinha japonesa, que infligiu uma forte derrota aos aliados no início dos anos 1940.

Especialistas consideram que o piloto do avião da AirAsia pode ter realizado um pouso de emergência antes que a aeronave afundasse, atingida por ondas enormes. O avião pode estar a uma profundidade entre 25 e 32 metros.

Desaparecimento
O avião da AirAsia que saiu no domingo passado da cidade de Surubaya, na Indonésia, e tinha previsão de pousar duas horas depois em Cingapura, caiu no mar de Java 40 minutos após a decolagem.
Estavam a bordo 155 passageiros e outros sete integrantes da tripulação. Entre eles há 155 indonésios, três sul-coreanos, um britânico, um francês (copiloto), um malaio e um cingapuriano.

O piloto solicitou à torre de controle para fazer um desvio à esquerda na rota e subir de 32 mil para 38 mil pés com o objetivo de contornar uma tempestade. A alteração de curso foi aprovada, mas a elevação negada porque outra aeronave já trafegava na mesma altitude.
Minutos depois, quando os controladores de voo tentaram entrar em contato para informar que o avião da AirAsia estava autorizado a subir até 34 mil pés, não houve resposta. A aeronave já havia sumido dos radares.

Segundo a imprensa local, o Airbus teria realizado uma ascensão agressiva de 3 mil a 6 mil pés por minuto em velocidade de cruzeiro para depois cair no mar. As informações, contudo, não foram confirmadas pelas autoridades.
O piloto do voo QZ-8501 tinha 23 mil horas de voo, seis mil delas como comandante da AirAsia. A última manutenção do Airbus 320-200 tinha sido realizada em novembro.

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