CG: Aesa cuida de açudes, enquanto reservatórios secam na PB


Apesar do trabalho da Aesa em CG, situação no estado é crítica

O Governo do Estado está inspecionando reservatórios em Campina Grande, Puxinanã e Lagoa Seca. O trabalho é realizado pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), em parceria com defesas civis municipais.
De acordo com o presidente da Aesa, Moacir Rodrigues, a ação é preventiva. “É um trabalho que precisa ser realizado agora, no período de estiagem, para evitar transtornos. Temos uma preocupação especial com a possibilidade de rompimento de alguns açudes na bacia do Riacho das Piabas e vamos estender a fiscalização às cidades de Puxinanã e Lagoa Seca”, informou.
Na lista de itens a serem fiscalizados estão as condições de sangria, a qualidade das paredes dos açudes, presença de rachaduras, vegetação imprópria e formigueiros. “Hoje a situação está tranquila, mas o histórico mostra que costumam acontecer rompimentos em açudes particulares. Daí a importância destas ações”, alertou o coordenador da Defesa Civil de Campina Grande, Ruiter Sansão.
Uma vez detectado o problema, os proprietários dos açudes são notificados e é estabelecido um prazo para que as reformas sejam feitas e uma nova visita é agendada pelos técnicos da Aesa. “Temos que lembrar que mesmo reservatórios de menor porte podem causar grandes estragos quando eles rompem em sequência, causando o chamado ‘efeito dominó’”, acrescentou Moacir Rodrigues, lembrando que o site da Aesa (www.aesa.pb.gov.br) disponibiliza artigos e leis sobre segurança de barragens.
Chuvas - O período mais chuvoso do ano, na cidade de Campina Grande e municípios vizinhos, ocorre entre os meses de maio e agosto. Até o final de abril a expectativa é de que os índices pluviométricos aumentem gradativamente no Sertão do Estado.
“A partir de março, devemos ter chuvas mais homogêneas no Cariri, Curimataú e Sertão paraibano, bem como na maior parte do centro-leste do Nordeste. Lembrando que esta região Semiárida é caracterizada pela alta variabilidade do tempo. A previsão depende das condições da faixa sul do oceano Atlântico e de outros fenômenos meteorológicos que podem inibir a formação de nuvens na região”, explicou a meteorologista Marle Bandeira.
Enquanto isso, 36 açudes do restante da Paraíba têm 20% do nível de água, 11 mananciais estão secos e oito estão com menos de 5%.
Em algumas cidades que dependem exclusivamente do abastecimento de adutoras locais, como é o caso de Santa Cruz, no Alto Sertão, os moradores estão tendo que retirar do próprio salário para comprar água que tem aumento o valor em até 100%. “ Eu chego a gastar mais de R$150 por mês comprando água que vem do Rio Grande do Norte, em carros improvisados. A água é para somente  para o consumo e nem da para tomar banho, senão falta para beber e cozinhar. Está uma situação difícil e se não chover nos próximos dias, a tendência é ficar ainda pior”, disse a comerciante Iraci Nascimento.
Água sobe para R$ 100
Na comunidade rural de Barra de Juazeirinho, um carro-pipa de água subiu de R$ 50 para R$ 100 e os moradores que não tem condições de comprar, estão tendo que percorrer até 10 quilômetros para buscar água na zona urbana. “Quanto mais a seca aumenta e se prolonga, mas as coisas ficam difíceis. Em dezembro eu comprava uma carrada de água do pipa por R$ 50, esse mês o pipeiro já veio dizer que agora só vai trazer por R$ 100. Tenho gastado metade do meu salário só com compra de água e isso para beber e cozinhar. Pra tomar banho, é o jeito cavar um cacimba para ver se encontra água”, lamentou o aposentado José Paulino.
Embora no Departamento Nacional de Obras contra Seca (Dnocs) ter informado mês passado que suspendeu sistema de irrigação nos açudes, por conta da redução do volume de água, ainda é possível encontrar áreas sendo irrigadas em Condado, no Sertão, através do reservatório Engenheiro Arcoverde, que abastece os municípios da região. De um lado, o que se vê são carros pipas sendo carregados para matar a sede dos moradores e do outro, plantios de hortifrutis particulares.
Ânimo
De acordo com a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, o mês de março deverá registrar chuvas, sobretudo nas regiões do Sertão, Cariri e Curimataú. Segundo Marle, as águas do oceano atlântico, situadas na parte sul, que estavam frias abaixo do normal ano passado, já estão com a temperatura elevada, o que favorece a ocorrências de chuvas no Nordeste do Brasil.

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