Inverno começa na manhã deste sábado com previsão de menos frio

O inverno começa neste sábado (21), às 7h51, com a previsão de temperaturas um pouco mais altas do que a média observada nos últimos anos. De acordo com a meteorologista Thaize Baroni, da Somar Meteorologia, no mês que vem as temperaturas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste ficarão cerca de 0,5 ºC acima da média dos últimos 30 anos para o mês de julho. 

Já nas regiões Norte e Nordeste, as temperaturas podem ficar até 1ºC acima da média histórica para a época.

De acordo com a empresa de meteorologia Climatempo, as massas polares serão escassas neste inverno e os raros eventos de frio intenso serão rápidos.

As chuvas devem ficar acima da média apenas na região Sul. Já as outras regiões terão tempo mais seco, como é comumente observado nesta época do ano.

De acordo com Thaize, o verão passado foi mais intenso por causa de uma massa de ar quente que provocou um bloqueio atmosférico, impedindo as frentes frias de chegarem ao país. “Já para o inverno, é o fenômeno El Niño que está ditando as características. Com o fenômeno, a água do oceano vai se aquecer mais, o que faz com que as frentes frias não consigam ganhar tanta força para chegar ao Sudeste. Por isso não deve chover tanto no Sudeste ou no Centro-Oeste”, diz a meteorologista.

Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe), locais serranos estarão sujeitos a geadas. As inversões térmicas - fenômenos que provocam nevoeiros e neblinas - serão frequentes no período da manhã.

Temperaturas elevadas e estiagem prolongada podem aumentar as áreas de alto risco para queimadas nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Goiás, Bahia, Tocantins, Piaui e São Paulo, principalmente em julho e em agosto, ainda de acordo o CPTEC/Inpe.

Regiões
O inverno vai até o dia 22 de setembro. Veja o que é esperado para a estação em cada região do país, de acordo com relatório do Climatempo:

No Sul, tanto as chuvas quanto a temperatura devem ficar acima da média para a época nos meses de julho e agosto. Em setembro, a temperatura volta a estar próxima da média para o período e as chuvas dão uma trégua no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

No Sudeste, o clima deve estar mais seco e mais quente do que a média para a época nos meses de julho e agosto. Em setembro, a temperatura volta a ficar próxima da média para o período e o nível de chuvas deve aumentar.

No Centro-Oeste, a temperatura deve permanecer acima da média para a época e as chuvas devem ser escassas, com exceção do sul do Mato grosso do Sul, onde deve chover com mais intensidade em julho. Em setembro, a umidade aumenta e pode chegar a um nível acima do normal.

No Norte, o clima deve permanecer seco e quente na maior parte do território. Em agosto, pode haver chuva acima da média no Pará e, em setembro, o mesmo ocorre em Rondônia.

No Nordeste, a temperatura deve seguir a média observada nos últimos anos. As chuvas devem ficar um pouco acima da média para a época em julho e em setembro, mas manterá o nível normal em agosto.

Cuidados com a saúde
Durante o inverno, alguns cuidados com a saúde devem se intensificar, especialmente em populações com saúde mais vulnerável, como os idosos. De acordo com o médico Rubens de Fraga Junior, membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), é importante não deixar de se movimentar nesta época do ano. A imobilidade pode intensificar dores nas articulações e tensões musculares. O ideal é que a pessoa continue praticando atividades físicas, se for necessário em ambientes fechados e climatizados.

Os banhos devem ser rápidos e em temperatura morna, e não quente, como é comum acontecer. É importante reforçar a hidratação da pele depois de cada banho, com óleos ou cremes hidratantes.

Quanto à alimentação, bebidas e caldos quentes podem ajudar a manter a temperatura do corpo confortável. “As sopas, principalmente de legumes, enriquecidas com proteínas, são sempre válidas. Para quem não gosta de comer saladas no frio, alimentos refogados como xuxu, cenoura, abobrinha e beterraba são boas alternativas”, diz.

Para garantir a quantidade necessária de vitamina D em dias de pouca exposição ao sol, alimentos como atum, sardinha, salmão, gema de ovo, bife de fígado e cogumelos podem ajudar a suprir essa necessidade.

No inverno, as pessoas também estão mais vulneráveis a infecções respiratórias como gripes, resfriados e pneumonias. Além das vacinas – contra gripe e contra pneumonia (Prevenar 13 e Pneumo 23), indicadas principalmente para os idosos – outras medidas também podem ser adotadas. Lavar as mãos com frequência, arejar os ambientes fechados e beber bastante líquido são algumas das ações preventivas.

COM G1.

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