Briga na justiça entre Vates e Viola e seu produtor chega ao fim

A briga e o desgate de um pouco mais de dois anos da dupla de forró pé-de-serra Vates e Viola tiveram fim nesta segunda-feira (10). A banda lutava desde novembro de 2012 na justiça para quebrar o contrato com a Vida Bela Produções, que gerenciava sua carreira artítstica desde o final de 2010, e chegou na ocasião a um acordo. Segundo a banda, o produtor, Geandré Gomides - que excerce também a função de procurador federal e delegado da União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (Unaf) de Pernambuco -, nunca chegou a repassar nem o valor referente às vendas dos CDs e DVDs nem a íntegra dos cachês dos shows. "Ele procura a dor e nós a música", avaliou o integrante Luís Homero.

A luta começou cedo: com apenas três meses de contrato, a banda não recebeu o feedbak que, incialmente, deveria ser feito de dois em dois meses. "Depois do ciclo junino de 2011, Geandré viajou para Minas Gerais e foi aí que começou a botar ainda mais dificuldade. Começamos a cobrar o dinheiro, nossos direitos, e ele começou a mudar nossa banda, demitir músicos que estavam conosco há muitos anos já", conta o integrante Miguel Marcondes.

O contrato, de cinco anos, ficaria válido até o fim de 2015. Desde que a banda entrou na justiça, cada show realizado só podia acontecer com a liberação da juíza. Preso às cláusulas da produtora, mesmo com o processo ocorrendo, o grupo não podia gravar ou se apresentar quando quisesse. Nesse tempo, o site da banda também ficou sem atualização. 

O desejo da dupla era que a justiça acatasse sua libertação. É assim agora, livre, que o Vates e Viola diz se sentir. "Decidimos abrir mão do dinheiro que iríamos receber por conta do desgaste, Mas a liberdade não tem preço. Nesse período fora de palco pudemos lapidar novas músicas. A sensação agora é de poder respirar novamente", desabafa Miguel.


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